Confesso que tenho algum medo que este casamento esteja ou já tenha chegado ao fim...
Confesso que não me habituei a viver sem a clássica paixão dos primeiros tempos e aprendi que não consigo de forma nenhuma viver sem ela. Talvez eu não tenha sido talhada para casar e ter esse tipo de relacionamento.
Confesso que nunca perdoei o que os meus sogros me fizeram no início de vida em comum, apenas por eu já ter uma filha pequena, puro preconceito...e por tudo o que fizeram ao longo de todos estes anos, que me destabilizaram emocionalmente e me feriram de morte.
Confesso que quando conheci o G. pensei mesmo que ele sería o homem da minha vida, aquele tal...e confesso que não consigo esconder a desilusão de não termos conseguido formar uma família feliz.
Confesso que foram muitas e determinadas pequenas coisas, aqui e ali, que ao fim de um tempão acrescem a outras determinadas coisas, à falta de vontade de beijar, à falta de vontade de qualquer tipo de intimidade, ao desejo de outras coisas...à completa incapacidade de dialogar sobre o que quer que seja...
É verdade que podería aqui apontar mil e umas coisas com as quais ele me desiludiu, a sua péssima relação com a F., a mimadice dos paizinhos, a falta de paciência e de mimo para a F., a falta de jeito com uma mulher, a falta de jeito e de apetências emocionais e físicas para tantas outras coisas importantes, enfim...mas eu própria tenho também alguns mil e um defeitos, por isso...enfim...Pena tenho eu de chegar a esta conclusão...
O que me fez agora chegar a este ponto, a esta encruzilhada? O facto de ele achar que poderíamos ter um filho. Um filho...como se um filho fosse solução de alguma coisa. Como se viesse ajudar e solucionar o que já não tem solução!!!! Quando todos me pressionam para este acontecimento, como se fosse uma obrigação minha dar um filho a alguém que ainda não tem, como se de uma prenda se tratasse, como...sei lá...eu até me faltam as palavras.
E neste impasse que é o meu casamento, já lhe disse que não vai ser possível. Porque não existe sequer estabilidade emocional entre nós os dois, entre nós os três para tal. Eu até entendo que, para quem ainda não teve filhos, que ache que é uma "coisa" muito fácil, que "vamos lá ver como corre, vai ser bom"! Mas caramba, não o é! E eu bem sei disso.
Se é egoísmo? Pode ser sim. Mas eu não me importo minimamente com o que pessoas que não são minhas amigas, não me conhecem verdadeiramente, possam opinar sobre isso, nem sequer lhes dou esse direito.
E além do mais, quando não se conseguiu ser um padrasto à altura, um marido e homem carinhoso...não obrigado. Eu dou muito valor à minha vida. E sinceramente, so meus sogros não merecem que lhes dê um neto. Desculpem lá a dureza.
Não se tem um filho porque sim. Tem-se um filho por amor, com famílias estruturadas, com avós dedicados, com famílias felizes. Desculpem a frontalidade, posso magoar quem quer ter filhos nessas condições, eu respeito, mas eu não obrigada. E depois do que "fizeram" à minha filha, tantos anos depois ainda nem sequer são emocionalmente ligados a ela, desculpem mas não.
Se isto será o fim? Não sei. Se ele tem direito a ser pai e se me consigo colocar na sua posição? Claramente que sim. Mas entre ele e eu e a minha filha, claramente não o escolho a ele.
Estou totalmente de acordo. Se não tens uma relação estável, não faz sentido aumentar a família. Pensa no que é melhor para ti e para a tua filha e sê feliz. Muita força aqui da Caco!
ResponderEliminar